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Corticeira-da-Serra (Erythrina falcata)

A corticeira-da-serra é, sem dúvida, um espetáculo natural aos olhos de qualquer ser humano. Possui flores de cor alaranjado-vibrante, inconfundíveis quando avistadas nas florestas de encostas da Reserva Biológica do Aguaí (Siderópolis, Nova Veneza Treviso e Morro Grande).  É uma árvore de grande porte, podendo atingir até 35m de altura. Suas folhas caem totalmente durante o inverno e no verão por apenas duas semanas suas flores aparecem garantindo sua presença marcante na paisagem atraindo papagaios e periquitos que se alimentam de seu rico nectar.

Espécie:
Erythrina falcata
Família:
Fabaceae
Nome popular:
corticeira-da-serra, bico-de-papagaio, suinã)
Fotografias:
Reserva Biológica do Aguaí
 

Corticeira-da-Serra (Erythrina falcata) na Reserva Biológica do Aguaí - Fotografia:Filtro polarizador diminui os reflexos fortalecendo as texturas e contrastes.

 

Corticeira-da-Serra no interior do vale na Reserva Biológica do Aguaí.

 

Edward Curtis e sua missão.

Edward Curtis nasceu perto de Whitewater, Wisconsin – EUA.
Em 1885 com a idade de dezessete anos Edward tornou-se um fotógrafo aprendiz de St. Paul, Minnesota. Em 1887, a família mudou-se para Seattle, Washington, onde Edward Curtis adquiriu uma nova câmera e tornou-se parceiro de Rasmus Rothi em um estúdio fotográfico. Após cerca de seis meses, Curtis deixou Rothi formando uma nova parceria, desta vez com Thomas Guptill. O novo estúdio foi chamado Curtis e Guptill.
Em 1906 J.P. Morgan ofereceu a Curtis US $3.000 para produzir uma série sobre o Índio norte-americano.  Era para ser em 20 volumes com 1.500 fotografias. Objetivo de Curtis foi não apenas fotografar, mas documentar a vida tradicional indígena (nativos americanos) antes que esse modo de vida desaparecesse.
Alem do registro fotográfico Curtis fez mais de 10.000 gravações da língua indígena e da música em mais de 80 tribos. Ele gravou história e sabedoria tribal, e descreveu alimentos tradicionais, habitação, vestuário, recreação, cerimônias e costumes funerários. Ele escreveu esboços biográficos de líderes tribais, e seu material, na maioria dos casos, é a única história.
Com certeza um homem alem de seu tempo, tanto que manipulava algumas fotografias como, por exemplo, retirar relógios dos índios, ou seja, um pioneiro neste recurso.
Curtis morreu Em 19 de outubro de 1952 com a idade de 84 anos.

 

 

 

 

 

Tangara cyanoptera ou Tangara sayaca?

Através deste pequeno post vou tentar passar as diferenças visuais entre estas duas aves muito parecidas.

Primeiramente vamos aos nomes populares de cada espécie:
Tangara cyanoptera: Sanhaçu-de-encontro-azul
Tangara sayaca: Sanhaçu-cinzento

Uma diferença bem visível entre eles é que o Tangara cyanoptera na área entre o bico e os olhos é mais escuro que o tom cinza azulado do restante da cabeça, ja o Tangara sayaca a cor da cabeça é toda cinza azulado, outra diferença é que o Tangara cyanoptera tem o bico mais robusto e no geral tem a cor azul um pouco mais forte, principalmente no encontro das asas.

Deve ser observado a cor do céu no momento do registro, e sempre calibre o branco de sua camera, assim você terá registros mais fiéis ou originais, caso não de tempo de calibrar no momento do disparo, leve o arquivo ao Photoshop e faça o ajuste, mas não exagere na cor!  Fotografar aves é um trabalho científico acima de tudo.

Boas fotos!

Sanhaçu-cinzento (Tangara sayaca)

Sanhaçu-de-encontro-azul (Tangara cyanoptera)

 

 

Canoagem na Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga

O território catarinense se estende pelas regiões hidrográficas do Paraná, do Uruguai e do Atlântico e constitui-se por dois sistemas de drenagem: a vertente do interior e a vertente atlântica. A vertente do interior abrange todos os cursos de água que têm suas nascentes localizadas a oeste da Serra Geral e que integram as bacias hidrográficas do rio Uruguai e do rio Iguaçu, ou então, as regiões hidrográficas do Uruguai e do Paraná. A vertente do Atlântico abrange todas as bacias hidrográficas que nascem a leste da Serra Geral e tem sua foz no oceano Atlântico, nesta vertente esta localizada a bacia do rio Urussanga, a menor bacia do sul catarinense.

No dia 02 de novembro Eu e Fabio Maciano percorremos 30 km pelo rio Urussanga, mais precisamente de Estação Cocal até a Barra do Torneiro (oceano Atlântico) passando pelos municípios de Cocal do sul, Treze de Maio, Morro da Fumaça, Içara e Jaguaruna.

Nosso objetivo alem da pratica da canoagem era observar a vida silvestre que habita esta bacia hidrográfica.  Escolhemos um dia que o rio estava com baixa vazão, nos primeiros kilometros varias vezes a canoa encostou seu fundo no rio que se encontra muito assoreado, principalmente em áreas sem nenhuma mata ciliar, levamos 6 horas e meia para percorrer os 30 km, mas da para fazer em menos tempo já que pegamos vento contra nos últimos 6 km.

Entre os mamíferos que pudemos observar, a capivara (Hydrochaeris hidrocaensis) foi a mais abundante, também percebemos  muito rastros de lontras (Lutra longicaudis) e outros mamíferos de pequeno porte, provavelmente Cuícas e Ratões do banhado.  Já entre as aves a grande surpresa  foi um casal de Cardel ( Paroaria coronata)  também  avistamos  Maguaris (Ardea cocoi), Maçarico Solitário (Tringa solitária), Marreca Ananaí (Amazonetta brasiliensis) assim como aves mais comuns também, não fiz fotos destes animais porque somente levei uma lente pequena e fiquei mais ligado no conduzir a canoa rio abaixo, mas na próxima irei levar a tele objetiva, é arriscado mas com este tipo de vazão acho que da?!


Em Lugares que a mata ciliar estava preservada a vida silvestre era comum e a qualidade de navegação também era melhor. 

 

 
Na ponte que liga o interior do municipio de Morro da Fumaça a localidade de Vargedo foi necessário fazer uma portagem pois a altura da ponte não permitia passar por baixo, neste momento aproveitamos para fazer um lanche e novas amizades.

 


Fabio curtindo uma bela figueira.

 


Ja próximo da entrada da lagoa da Urussanga Velha encontramos os primeiros pescadores que ficaram surpresos quando falamos que tínhamos vindo de cocal.

 

 
A canoa tipo canadense mostrou ser uma ótima escolha para descer este tipo de rio. Valeu Let it be!!

 


Fabio conferindo a mão depois da trip e nosso resgate Micheli e Mario.