O território catarinense se estende pelas regiões hidrográficas do Paraná, do Uruguai e do Atlântico e constitui-se por dois sistemas de drenagem: a vertente do interior e a vertente atlântica. A vertente do interior abrange todos os cursos de água que têm suas nascentes localizadas a oeste da Serra Geral e que integram as bacias hidrográficas do rio Uruguai e do rio Iguaçu, ou então, as regiões hidrográficas do Uruguai e do Paraná. A vertente do Atlântico abrange todas as bacias hidrográficas que nascem a leste da Serra Geral e tem sua foz no oceano Atlântico, nesta vertente esta localizada a bacia do rio Urussanga, a menor bacia do sul catarinense.
No dia 02 de novembro Eu e Fabio Maciano percorremos 30 km pelo rio Urussanga, mais precisamente de Estação Cocal até a Barra do Torneiro (oceano Atlântico) passando pelos municípios de Cocal do sul, Treze de Maio, Morro da Fumaça, Içara e Jaguaruna.

Nosso objetivo alem da pratica da canoagem era observar a vida silvestre que habita esta bacia hidrográfica. Escolhemos um dia que o rio estava com baixa vazão, nos primeiros kilometros varias vezes a canoa encostou seu fundo no rio que se encontra muito assoreado, principalmente em áreas sem nenhuma mata ciliar, levamos 6 horas e meia para percorrer os 30 km, mas da para fazer em menos tempo já que pegamos vento contra nos últimos 6 km.
Entre os mamíferos que pudemos observar, a capivara (Hydrochaeris hidrocaensis) foi a mais abundante, também percebemos muito rastros de lontras (Lutra longicaudis) e outros mamíferos de pequeno porte, provavelmente Cuícas e Ratões do banhado. Já entre as aves a grande surpresa foi um casal de Cardel ( Paroaria coronata) também avistamos Maguaris (Ardea cocoi), Maçarico Solitário (Tringa solitária), Marreca Ananaí (Amazonetta brasiliensis) assim como aves mais comuns também, não fiz fotos destes animais porque somente levei uma lente pequena e fiquei mais ligado no conduzir a canoa rio abaixo, mas na próxima irei levar a tele objetiva, é arriscado mas com este tipo de vazão acho que da?!

Em Lugares que a mata ciliar estava preservada a vida silvestre era comum e a qualidade de navegação também era melhor.

Na ponte que liga o interior do municipio de Morro da Fumaça a localidade de Vargedo foi necessário fazer uma portagem pois a altura da ponte não permitia passar por baixo, neste momento aproveitamos para fazer um lanche e novas amizades.

Fabio curtindo uma bela figueira.

Ja próximo da entrada da lagoa da Urussanga Velha encontramos os primeiros pescadores que ficaram surpresos quando falamos que tínhamos vindo de cocal.

A canoa tipo canadense mostrou ser uma ótima escolha para descer este tipo de rio. Valeu Let it be!!

Fabio conferindo a mão depois da trip e nosso resgate Micheli e Mario.